quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Mamãe sempre dizia...


... que começos são difíceis, mas que se encararmo-os com naturalidade, não parecerão um começo e sim mais um dia fatídico. Posso citar, como exemplo, primeiros dias em escolas novas, onde tudo parece horrívelmente novo para você, não conhece ninguém e sabe que terá de encarar aquilo sozinho, sem ninguém amigável por perto. Mães sempre estão conosco, seguram nossas mãos e dizem que tudo ficará bem e que a nova escola será melhor que a primeira, certo? As mesmas frases de apoio, sempre.
Agora, começo um novo blog, já não conseguindo mais contar nos dedos quantas vezes fiz isso. Minha mãe não está aqui, e muito menos vai saber um dia da existência, se caso ela ocorra, desse blog. Eu espero. Aposto que não sou a única a sofrer de falta-de-assunto-para-um-primeiro-post, e nada melhor como ocorrem em encontros, vou me apresentar, resumidamente.

Júlia, nome escolhido por mamãe depois de, sem ter mais o que fazer, assistir os vários filmes de Julia Roberts, isso não é engraçado. Seria bom se eu tivesse algo dela, além do nome. Tenho também em casa um pai e um anim... irmão. Não, ele não se chama Leonardo (di Caprio), Richard (Gere) ou Hugh (Grant), só comigo mamãe se inspira em romances hollywoodianos. Tenho um cachorro, o qual, na hora de dar seu nome, copiei mamãe me inspirando em alguém famoso, assim, Dougie (Poynter), entrou na família. E também, assim como eu, ele infelizmente não tem nada, a não ser os olhos verdes e o nome, de sua inspiração.
Costumo odiar tudo, é. Como eu posso viver em um ambiente onde ninguém tenta me entender? Eu sou a única pessoa que não gosta de sol, cerveja e gente pelada nesse país?
Sonho com livros, escritos ou não por mim, crianças, minhas ou não, um apartamento e um marido. Não quero ser famosa nem nada do tipo, minha única vontade é escrever, talvez não usando meu nome (roubado), e mostrar a todos a minha maneira de ver o mundo, assim como vários outros escritores já me passaram ou ainda passarão.
Simpatizo com artes, roupas e pessoas. Odeio números, pois acho-os dispensáveis. Amo palavras e coisas antigas. Ainda não entendo por que não nasci em 1960, mais um sonho, que apenas não o o cito, por nossa incapacidade de voltar no tempo.
Tenho 14 anos, apesar de todos pensarem que já fiz 15 e, agora, posso dizer com orgulho, que já debutei - por mais estranho que isso soe -, contarei outro os conselhos de mamãe sobre debutar. Encontro-me na melhor época do ano, pré-natal, não, não estou grávida, apenas acho dezembro o melhor mês. Mesmo parecendo totalmente infantil, o natal siginifica muito para mim, sem nenhuma razão concreta.
Tenho mais defeitos do que qualidades, na realidade, não consigo achar nada que não seja um defeito em mim. Admiro quem já fez história pelo que faz e não pelo que parece e acho que as pessoas deveriam mostrar o que sabem fazer, não o que têm por baixo das roupas.


Mamãe sempre me diz para não falar demais, por isso, contarei mais sobre minha vida e outras coisas, das quais acho legal falar, outro dia. Me despido agora, como mamãe me ensinou, desejo um bom dia e espero (REALMENTE) que você volte sempre.

4 comentários:

Camilo Costa de Queiroz disse...

Gostei. Voltarei.

Malú disse...

"Eu sou a única pessoa que não gosta de sol, cerveja e gente pelada nesse país?" Não não, pode colocar mais uma aí na lista de brasileiras desnaturadas.
Eu vou voltar, isso é tão óbvio! :)
Beijos Jú!

Gümmêr Teen disse...

Eu li tudo isso (milagre)! Só leio assim se gosto , e gostei bastante do seu blog.
Voltarei sempre ! Lerei sempre ! rsrs'

Beijinhos e até o proximo post.

Flá Costa * disse...

Seja bem vinda, nova blogueira.
Foi um ótimo primeiro post!

Beijoca e Júlia é lindo - mesmo sem Roberts no final rs..