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sábado, 13 de novembro de 2010

O que eu realmente quero, sempre mas nem sempre, tanto mas nem tanto...

Acordei.
Quero usar lentes hoje, se bem que meu óculos combina certinho com essa blusa...
Quero ir de carro, mas andando eu perco algumas calorias...
Quero tomar café, mas um chocolate é tão mais gostosinho...
Cheguei.
Quero ser educada e dizer oi para todos, mas está tão frio...
Quero voltar a falar com minha amiga, se bem que o que ela fez não estava certo mesmo!
Quero ir ao banheiro, mas estou com tanta preguiça...
Quero tanto comer um pão de queijo, se bem que aquele croissant está tão cheiroso...
Hum, uma Coca-Cola para acompanhar...
Talvez um suco...
Não, definitivamente, Coca.
Ok, vai o suco mesmo!
Voltei.
Quero dormir um pouquinho hoje a tarde, mas tenho que estudar tanto...
Vou estudar...
Esse filme é legal!
Preciso estudar...
O Movimento Circular ocorre entre duas polias que...
Dormi.
Ai, que sonho bom...
Nossa! O que ela está fazendo no meu sonho?!
Droga, quero acordar logo.
Acordei.
Quero dormir mais um pouquinho...
Só mais cinco minutinhos...
Mais dez...
Caramba! Estou atrasada!
Sai.
O que ele faz aqui?
Quem é aquela lá com ele?
Ele nem é tão bonito assim para conseguir outra tão rápido, se bem que com aquela camisa azul marinho (presente meu) ele fica tão... HORRÍVEL!
Ok, só um pouquinho horrível.
Bem pouco.
Quase nada.
Preciso ir embora sem que ele me veja...
Mas quem sabe...
É, isso mesmo, vou passar glamurosa na frente dele...
Mentira, tenho vergonha.
Cheguei e deitei.
Cansada, mas sem sono.
Está tarde, mas não tanto assim.
Eu preciso de alguma coisa...
Acho que vou dormir...
Levantei.
EU PRECISO MESMO É DE UMAS COMPRINHAS!
Afinal, se existe realmente um lugar onde minha indecisão não me afeta, esse lugar é uma loja.
O vermelho é tão fofo, mas aquele verde-clarinho vai com tudo!
QUERO OS DOIS!

Mais um textinho pro Blorkutando.
Espero que gostem!
Beijo.



quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Urna de ilusões.

Último dia da semana, sem provas difíceis para as quais preciso estudar, não tenho nada para fazer. É incrível como a programação da televisão nas sexta-feiras não é nada legal, o que e é óbvio, pois pessoas normais (ou o grupo no qual não me encaixo) saem nesse tipo de dia.
A grade de canais nacionais está no horário político e, desistindo de procurar, decido assistir para me atualizar nos assuntos do país (ou para rir um pouquinho)...
Posso contar apenas três candidatos nos quais eu pensaria em votar. Sempre, por menor ou maior que seja, há sempre um problema em suas propostas. Tirando esses três, o resto perde até para mim ao falar em público, sem contar que eles não estão, exatamente, falando em público.
Pensamentos idiotas como os de cima continuam a rondar minha cabeça quando uma melodia conhecida começa a sair das caixas de som da televisão.
Imagine, do John Lennon invade meus ouvidos e todos os pensamentos vão rapidamente embora, viro minha cabeça, procurando da onde a música sai e chego na TV, onde a propaganda política continua rodando. Essa, no entanto, me atrai.
O fundo é colorido e alegre, diferente das milhares de bandeiras do Brasil que balançavam estupidamente atrás dos candidatos. A música, como já citei, é linda e traz, realmente, uma mensagem. Nada de slogan, apenas cultura musical. O candidato está sentado no canto do "quadro", parece relaxado e está vestindo uma camiseta amarela com um smile grande na frente.
Todas essas diferenças me fazem pensar que ele é o único que vi até agora, em quarenta minutos de propaganda eleitoral, que não parece se importar com nada, só fica alí, jogada, sorrindo envergonhado e usando a já conhecida camiseta amarela. Ele não precisa discursar (ou ler um telão com um discurso que escreveram para ele), não precisa sorrir falsamente, nem prometer coisas impossíveis, sua presença e postura já esclarecem que tipo de pessoa ele é.
Após alguns minutos, a música para, ele levanta e direciona-se mais perto da tela e faz esse trajeto, por incrível que pareça, de skate. Quando chega, segura na câmera, o que nos leva a idéia de que, dessa maneira, ele quer falar diretamente conosco. E diz:
- Quem votar em mim ganha um país mais limpo, mais simples, mais Brasil e mais 2010. Ah, e eu pretendo pintar o palácio da república de verde. É só, falou, paz.
E, após dizer o que pretendia, olha para o lado como se procurasse algo e, um minuto depois, aparece com uma guitarra nos braços, tocando alguma música do Green Day, a qual não consegui identificar.
Fecho os olhos tentando lembrar a letra da música e, ao abri-los novamente, não vejo mais nenhum colorido na tela da televisão, a bandeira está de volta, homens engravatados lêem coisas sem nexo e caio na real de que cochilei por uns cinco minutos.
Volto a pensar na possibilidade de votar em um dos três candidatos "mais ou menos", dos quais apoio uma ou duas mudanças e sinto um vazio por dentro quando a idéia de votar nulo surge em minha mente.
Votar nulo pode significar egoísmo, burrice ou falta de interesse, mas para mim, isso significa que candidato perfeito não existe e nunca existirá.
A não ser que alguém faça sua campanha vestindo uma camiseta amarela de smile.
"Candidatos reais não são perfeitos. Candidatos perfeitos não são reais."


Textinho pro blorkutando, escrevi de acordo com a segunda proposta.

domingo, 22 de agosto de 2010

De Oz, Stars Hallow e Hogwarts direto para a realidade

Passando pelas ruas, olho para cima, para baixo e a realidade me engloba. Vejo pessoas brigando, comprando, vendendo, sofrendo, vivendo e seguindo a vida baseada no que denominaram como "modo de viver".
Esse tal modo que faz com que todos pensemos apenas em nós e no que ganhamos com cada passo que damos. Esse jeito, imposto por não sei quem, que faz com que realidade, tecnologia, beleza e dinheiro sejam os substantivos, abstratos ou não, mais comuns na boca, no bolso e na cabeça das pessoas.
Continuo seguindo em frente, um pouco envergonhada, segurando meu banquinho -no qual minutos atrás eu estava em cima gritando e tentando (inutilmente) fazer com que as pessoas percebam que tudo o que precisam é de imaginação, de um bom livro, de uma tarde vaga assistindo filmes antigos e de música boa tocando.
Chegando em casa, depois de contar 57 pessoas olhando estranho para "a louca", mais conhecida como eu, deito com tudo em minha cama, sem me importar mais com nada, indo de encontro ao mundo que eu mais adorava. Meu mundo, meus sonhos, minhas coisas.
Lá eu recebi o cupom dourado da Fantástica Fábrica de Chocolates e segui o coelho até o País das Maravilhas e, ainda por cima, fiz tudo isso e muito mais tomando cerveja amanteigada -a qual comprei em Hogsmead.
Lá eu passei horas conversando com Lorelai e Rory Gilmore, bem no jeito Gilmore de se conversar e resolvi alguns casos supernaturais com Sam e Dean, não esquecendo de dar uma passada no Central Perk e tomar um café com Rachel, Ross, Monica, Chandler, Joe e Phoebe.
Lá eu encontrei mais gente que, assim como eu, acredita que o futuro está nas mãos dos sonhadores, aqueles que não têm medo de seguir em frente e ser original, aqueles que, apesar de tudo, sempre encontram um pouquinho de felicidade com coisas simples, aqueles que dependem sim do futuro e de suas tecnologias, mas apenas aproveitam seus benefícios e não querem estar à frente de todos. Aqueles que realmente sabem viver.
E, enquanto passeava pela estrada de tijolos amarelos, um sonzinho irritante, já bem conhecido por mim começou a tocar e junto com os tijolos amarelos, minhas fantasias eram levadas pelo dia que amanhecia e pelo despertador que insistia em tocar.
Mais um dia começara no mundo real, no qual eu, eterna sonhadora, me preparava para adentrar. Sempre com um delírio (por menor que fosse) em mente, apenas para manter-me entretida, caminhava porta à fora, já encarando as pessoas (ou robôs) que, ao meu redor, me olhavam feio por causa de minhas roupas.
Como já dizia minha querida Amélie Polain, "São tempos difíceis para os sonhadores..." e eu, concordando totalmente com ela, sabia que no fundo, o mundo realista não era nada sem nós, porque, francamente, em mundo cinza, triste e real ninguém gostaria de viver, por isso eu continuo com o meu pincel, transformando cada parede cinza que encontro em um novo arco-íris.

Estou tentando, pela primeira vez, escrever um textinho de acordo com o que o Blorkutando propõe, o tema dessa semana é: Sonhadores e eu, como mais ninguém, precisava escrever sobre.
Prometo que no próximo post posto os selinhos que me mandaram e respondo os memes!