e, apesar de muito ter sofrido,
carrego comigo a esperança,
à frente de um coração doído.
Espero que, em breve
tudo viva novamente,
como se deve,
como um presente.
Espero que tudo mude,
e, paradoxalmente, volte a ser como era,
sem esse mundo que ilude,
e nunca prospera.
Espero, espero, espero,
não sou mais criança,
e, mesmo sem tal inocência,
ainda quero e sinto uma certa esperança.
Pro Bloínques.